Luis Bayón Torres

LUIS BAYÓN TORRES, nasceu em Barcelona – Espanha chegou a São Paulo aos 10 anos com a família; é naturalizado; mas sempre mantendo o elo e conexão Brasil-Barcelona estudou e trabalhou nos dois países.
Formado em ARTES PLÁSTICAS pela FAAP- Fundação Armando Álvares Penteado- São Paulo – SP – especializou – se em ESCULTURA pela UB- Universitat de Barcelona e em Arte Educação pela ECA – Escola de Comunicações e Artes – USP – São Paulo – SP.
Já lecionou e ministrou cursos em diversas Instituições e Universidades, entre elas: Escola D’Arts i Oficis de Barcelona / Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP -SP/ Universidade de Guarulhos – UnG / Centro Universitário de Belas Artes -SP / Usina de Arte João Donato – Rio Branco – AC / Memorial da America Latina – SP / SESC – SP Cento Cultural PAGU –Santos- SP/ Museu Brasileiro da Escultura – MUBE- São Paulo – SP.
 
Participou de diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e exterior, tendo sido premiado inúmeras vezes, possuí obras em museus, instituições e acervos particulares tais como: Bienal de Malta – Malta / Casa das Mudas – Ilha da Madeira / Museu Banespa – SP / Assembleia Legislativa – SP / Banco Central – SP / Instituto Dante Pazzanesi – SP / Hospital HC Camargo – SP/ Empresa Paramount Lansul- SP / Organização Paulista de Arte- SP/ Universidade de Guarulhos UnG- SP.
 
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:
 
2012 – FORMAS & COMPOSIÇÕES – Shopping Boulevard – São Paulo – SP
2007 – BAYÓN ESCULTURAS – SESC- Sto. Amaro – São Paulo – SP
2004 – SÓLIDOS e INSÓLITOS – Banco Centra l- São Paulo – SP
2003 – LOGOLÍTICOS – Galeria Mali Villas Boas – São Paulo – SP
2000 – MOMENTOS INTRÍNSICOS – Espaço Cultural Banespa – São Paulo – SP
 
Também participou como membro de Júri e comissão em diversos Salões: entre eles:1º Salão de outono da América Latina / 12º Salão de Arte Contemporânea de São Paulo – SP / Grande Salão de Arte de Santa Barbara do Oeste – SP / XXIX Salão de Artes Plásticas de Rio Claro – SP / III Salão de Inverno da Galeria Mali Villas Boas / Salão de Artes de Taboão da Serra – SP .
CURADORIAS: Instalação coletiva (projeto e curadoria ) “SÍMBOLOS” – MUBE – Museu Brasileiro da Escultura -2010 – São Paulo SP – “SÍMBOLOS URBANOS” – Correio Central – 2011- SP – Aliança Francesa – SP – Shopping Center Boulevard-2012- São Paulo- SP / ”DIVERSIDADES” – Galeria prof. Vicente de Grado – Centro Universitário de Belas Artes – 2007- São Paulo- SP / “Manifestações” II,III,IV,V- ( professor orientador ) MUBE- Museu Brasileiro da Escultura – 2007/08 09/10- São Paulo – SP/ “ ENTRE O CONCRÊTO E O ABSTRATO “ Esculturas de Marcelo Fonseca e Matheus Hass – Shopping Boulevart – 2012- São Paulo- SP.
 
CRÍTICAS
 
Escultura pode ser também uma marca
 
Algumas de suas obras nos lembram que a escultura pode ser também um logotipo ou uma marca. Que podem mostrar integração entre elentos diferentes que, no entanto, nos apresentam harmonia. Onde há vários elementos existe essa parte bem ordenada sobre eles.
Seus olhos desconhem limitações para idealizar e sugerir universos.
Mario Garcia-Gillen (Membro da APCA, ABCA e da Associação Internacional da Crítica. É escritor e jornalista) – 2000
 
Práxis do Ofício
 
A escultura em mármore tem poucos adeptos no Brasil. Ela pede uma dedicação rigorosa e uma aplicação constante. Sua técnica requer vários conhecimentos na escolha do material, no uso das ferramentas e na precisão da execução. Não é permitido errar, porque pode se perder o material e o esforço do trabalho tão penosamente realizado. O meu amigo Bayon levou em consideração estas premissas e decidiu esculpir na verdadeira acepção do termo, criando as peças em mármore primeiro e em madeira posteriormente. Seu trabalho é preciso, rigoroso e responde às questões presentes na arte contemporânea. O uso de contrastes entre dois ou mais elementos, a combinação de diferentes tipos de mármores, o ritmo e a harmonia das suas composições, testemunham o talento e o empenho do artista na procura da sua identidade estilística e na construção duma linguagem plástica própria. Olhando com atenção a produção do artista podemos perceber as principais tendências que orientam seu oficio. Nas suas primeiras obras usa elementos formais redondos recortados por uma peça estreita que serve como contraponto, tanto pelo tamanho como pela coloração mais escura. Da mesma fase temos a escultura. Forma iniciática, uma obra de planos retos de muita força e equilíbrio. Considero essa escultura o ponto alto na solução dos problemas plásticos e estruturais que enfrenta um escultor. Uma outra fase investiga relações e procura soluções entre formas orgânicas utilizando o mármore, mas também a madeira. Visão sinuosa, Vela ao vento, Alpinista e Formação oposta são exemplos esmerados de concepção e execução de obras tridimensionais em mármore. Espaço curvo é uma obra em madeira de singular beleza. Na sua procura para enriquecer e diversificar seus meios de expressão, Bayon experimentou também, e com excelentes resultados, o aço inox e o ferro. Frutos deste seu esforço são as peças Torso particular e Pássaro, entre outras de sua coleção. Bayon reafirma na sua trajetória que a Arte é produto de perspicácia e dedicação, mas acima de tudo de vigilância constante no uso de princípios éticos e espirituais na práxis do seu oficio.
Nicolas Vlavianos (escultor) – 2004
 
Presenças sensíveis de um universo híbrido
 
As esculturas de Luis Bayón revelam, à primeira vista, simpatia e intimidade na escolha dos materiais para sua realização e uma indiscutível competência, rigor e objetividade no tratamento da matéria com prática de sua arte.
Antes do modelado e de efeitos texturais de superfície, o que nos surpreende é a presença eloquente de um desenho formador – melhor dizendo – a linha como elemento determinante de planos e volumes claramente dispostos ou sugeridos que se deslocam em ambientes assim articulados no espaço e no tempo. Linha reveladora de uma geometria sensível disposta à invenção, às experimentações e as sugestões de movimento e de uma volumetria, muitas vezes, virtual.Linha ondulante em fragmentos elípticos ou da hipérbole. Presente no corte e recorte do ferro em ângulos retos, agudos ou diversos. Também percebida na cor eventual sobreposta à matéria natural e resistente. Ou ainda na reinvenção de outras figuras construções ortogonais encimadas por composições de carater geométrico ou orgânico, presenças sensíveis de um universo híbrido, plástico e gráfico a um só tempo.
Decorrentes de uma poética da concisão e sobriedade, estas expressões formais aludem à existência de um reôndito a ser considerado no gesto e na forma e nos estimulam à reflexão dos significados destes muitos sinais.
Evandro Carlos Jardim ( Artista Plástico)
 
Conquista do espaço
 
Luis Bayón traz em sua escultura a sabedoria do construtor. Domina a composição e sabe como construir os fundamentos de cada um de seus trabalhos. Principalmente naqueles menos figurativos, estabelece-se um processo de diálogo entre as linhas e elementos constitutivos, com o uso de diagonais, num exercício dos mais ricos em termos de conquista do espaço, universo, por essência, de trabalho do escultor em seu afã de representar o mundo e conversar com ele por intermédio dos mais variados materiais.
Oscar D’Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (AICA-Seção Brasil).
 
O justo equilíbrio entre abstração absoluta e movimento
 
A aparente simplicidade de sua obra depende do entrosamento de suas partes, de tal maneira que elas possam se unir numa forma fechada ou coexistir numa relação modificada, onde as tensões permanecem direcionadas umas às outras, se aproximando ou se afastando como numa sensualidade sublimada.
Na escultura em mármore branco Vela ao Vento, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, Luis Bayón evidencia no seu estilo uma nobreza de dimensão, criando um elo admirável entre o ser humano e a arquitetura, entre o homem e a paisagem
Emanuel von Lauenstein Massarani ( Crítico de Arte e Superintendente do Patrimônio Cultural Museu de Arte do Parlamento de São Paulo)
 
Artistas Catalaes em São Paulo (Illa de Thera)
 
O escultor Luis Bayón desbasta montanhas de pedra a imagem das serras Monserratinas tanto quanto evoca a redondez dos Paletes de Riera. Uma delicada escultura em forma de pássaro ornamenta entre planta aquática num pequeno tanque artificial, conjunto que me faz recordar a placidez de um jardin ZEN.
 
Thereza Costa-Gramunt (Jornalista, Historiadora e Crítica de Arte)
(traduzido do L’eco de Sitges – Barcelona, edição de 16 de agosto de 2003)