Sonia Brusky

Sonia Von Brusky, uma das mais importantes artistas de sua geração, com mais de 40 exposições individuais e centenas de exposições coletivas, no Brasil, Europa e Américas, iniciou seus estudos no Museu de Arte Moderna do Rio de janeiro, aperfeiçoando-se depois em Munique, Londres e Bruxelas.
Participou de todos os movimentos de vanguarda do Rio de Janeiro e é autora de vários projetos pioneiros no Brasil.
Iniciou sua carreira muito jovem fazendo parte da nova figuração no final dos anos sessenta, início dos setenta, quando fazia desenhos que denunciavam claramente a repressão e a tortura.
Em seguida criou objetos utilizando cabeças de bonecas em porcelana, sucatas de moldes de madeira e chapinhas de coca- cola, transformando-os em sua famosa série “Bebês Brasileiros mamam coca-cola”, numa crítica à nossa imitação da cultura  norte – americana.
            Em 1970 utiliza uma folha de espuma de borracha cuja forma se amolda às intenções do espectador, (soft- sculpture) pela primeira vez no Brasil.  Em 1971 é premiada com um semáforo que combina luz e movimento, em 73 cria a primeira camiseta feita no Brasil com desenho de artista impresso, etc. A partir de então é detentora de inúmeras premiações. 
É referendada por inúmeros e importantes críticos do Brasil e exterior e principalmente por Pierre Restany, um dos mais respeitados críticos de vanguarda do século XX, que em 2000 assim falou de suas atuais esculturas “Fosseis pós- industriais” (Canos de automóveis incrustados em mármore e poliéster com os quais alerta há mais de vinte anos para a poluição e destruição do meio ambiente):
 
Sonia von Brusky possui atrás de si um passado de pesquisas e de realizações que testemunha sua extrema sensibilidade para com os problemas da arte contemporânea. É contudo em sua abordagem atual da apropriação objetiva que ela manifesta, da forma espetacularmente evidente, o profundo humanismo da sua indagação... Desde os anos 60, Mario Pedrosa, ourives na matéria tinha pressentido o irresistível impulso existencial que iria marcar o uso da manipulação das estruturas objetivas nos “parangolés” de um Hélio Oiticica ou dos “bichos” de uma Ligia Clark. Sonia von Brusky faz parte desta família dos verdadeiros amorosos da vida para quem  a arte  assume total dimensão da sua verdade, juntando-se a eles com os seus”Fosseis  Pós- industriais.