Astrid Salles

ASTRID SALLES – CURRÍCULO RESUMIDO
Formada em 1975 pela FAAP, SP, iniciou em 59- estudos de Música e Artes Plásticas em Piracicaba –SP, sua cidade natal. Expõe no Brasil desde 1965 e na Europa a partir de 1987. Prêmios Aquisição : Salão de Penápolis e Salão de Itanhaém-SP, Prêmio CLIO da Academia de História, SP e no exterior; Prêmio Brasil-Extremo Oriente, participando de mostra no Fine Arts Museum em Taipei-Taiwan.
Em 1978 colaborou na montagem do Museu de Arte Contemporânea de Americana /SP, aonde lecionou desenho e pintura.
De 79/83 ilustrou 14 livros científicos para o veterinário e agrônomo Dr. Marcio I. Vieira/SP
Nos anos 80 em contato com índios do Xingu e incentivada por seu amigo Orlando Villas Bôas, dedica-se a pesquisas sobre o universo indígena brasileiro, especialmente seus grafismos.
Em 87 após sua individual na Europa na Galeria F.Könning em Schleswig/Alemanha, o marchand alemão encomendou 120 telas da artista. 
Parte dessa coleção foi exposta em 1988 na individual no Centro Cultural Vergueiro-São Paulo.
Em 1989-Pintou painel para o Congresso Nacional de Ambientalistas nas Arcadas da Universidade São Francisco/São Paulo.
1992 e 11997-Galeria Painen/Berlim/Alemanha
1994-Retornou à Europa para duas exposições na Galeria Litera  et Cetera e Kunsthaus  Kluber/Weinheim/Alemanha
1997 Individual – Galerie Zangbieri/Basel/Suiça.
97 a 2006-Chapel Art Show-Mostra anual/São Paulo
 Em 1999 a BASF adquiriu cinco pinturas para a sede da Empresa em New York/EUA
1999-“Todos um por um”-(curadoria Radha Abramo)-FUNARTE/São Paulo
1999-“Premio Maimeri de Arte”-Liceu de  Arte e Ofícios/São Paulo
2000-“Os dez mandamentos”-Espaço Banespa/São Paulo
2001-“O universo indígena revisitado”-Conjunto Nacional/São Paulo
Participou de vários Juris de Seleção em Salões inclusive, Mapa Cultural Paulista em 2001 e  Juri dePremiação no 2º Salão de Outono da America Latina em 2014/São Paulo
2003-Cursou Fenomenologia da Arte, disciplina de Pós Graduação no MAC/USP-/São Paulo fazendo grafismos sobre as partituras de músicas de Paulinho Nogueira que as tocou ao violão, no encerramento do curso no auditório do MAC/USP/São Paulo
Em 2004, 450 anos de São Paulo fez individual ”Grafismos musicais paulistanos” criando grafismos sobre melodias compostas para a cidade de São Paulo – Conjunto Nacional/SP.
Sua pesquisa sobre a música paulistana lhe rendeu o Premio CLIO e reportagem e Capa da Edição Especial da Revista Show Business dezembro do mesmo ano.
2004-“Uma viagem de 450 anos”(curadoria Radha Abramo) SESC Pompéia e Memorial do Imigrante/São Paulo
2005-Individual “Dialogues”- Galeria Pro Arte Kasper/Morges/Suiça
2005 –“Ocupação cultural”- Assembléia Legislativa de São Paulo
2005 – Coletiva na Galeria do Forte São Francisco/Chaves/Portugal
2005 –“Caderno de Notas-Vlado 30 anos” Sindicato dos Jornalistas –Estação Pinacoteca/SP
2006 –“Alma de artista”-SESC Pompéia/São Paulo
2008 –“Semana Villas Boas –Casa das Rosas /São Paulo
2009 – Individual “Vestígios Indígenas”- Conjunto Nacional/São Paulo
2009 – “Carnaval é música no Brasil” – Forte Copacabana-Rio de Janeiro/RJ
2011-“Pequenas grandes obras”-Gal. Blue Life, SESC Santana, Pinacoteca de Atibaia/SP, Secretaria de Cultura/Guarulhos, Multimeios /Jundiaí, Gal. Franchini’s/Porto/Portugal e Instituto Brasile  Italia /Milão/Itália.
2013-“Colagens e pinturas”- Livraria Cultura-Conjunto Nacional-Loja ARTE/São Paulo
2013-Feira de Arte “Olhe Brasil”- Estande da APAP/MUBE/São Paulo
2013/14”O flautista azul e os estandartes”- Individual simultânea com Braz Dias-Espaço Citi/SP
OBRAS DE REFERÊNCIA
Guia  Internacional de   Artes - MEC-(Ministério de Educação e Cultura) 1977 e 1978
Artes Plásticas Brasil-Julio Louzada-vol.3 ao 13
Anuário dos Artistas de Piracicaba(ed. 2000) pág. 30-Susete Thame Gutierrez/Piracicaba/SP
Catálogo Off Gallery –páginas 8, 9 e 10-Julio Louzada-Maio/2001/São Paulo
Anuário Brasileiro de Artes CONSULTE – vol. 5-2006- editora ROMA/São Paulo
Anuário Luso-Brasileiro de Artes Plásticas-2005-ed. Coimbra/Lisboa/Portugal
TRECHOS DE CRÍTICAS
‘’...A busca de Astrid Salles é uma revisitação da essência estética que norteou as civilizações da pré-história de nosso país. Ela descobre a arte indígena com olhos eruditos, sem abrir mão de sua cultura e sem destruir com ela, a cultura indígena. Sua abordagem plástica é impregnada de musicalidade, seus elementos compositivos se apresentam na tela, munidos de ressonâncias plásticas que combinadas entre si  produzem uma música peculiar a cada nação índia que a artista percorre com seus pincéis. Na verdade desvelando com olhar contemporâneo um mundo antigo e que urge recuperar, porque chave do conhecimento de nosso passado e da interpretação de nossa formação enquanto povo brasileiro...”
Umberto Cosentino-Ass. Brasileira de Críticos de Arte-Jornal de Piracicaba 02/11/2/198
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Trechos de críticas-" A busca de Astrid Salles é uma revisitação à essência que norteou as civilizações da pré-história de nosso país. Ela descobre  a arte indígena com olhos eruditos,sem abrir mão de sua cultura e sem destruir com ela, a cultura indígena. Sua abordagem plástica é impregnada de musicalidade, seus elementos compositivos se apresentam na tela munidos de ressonâncias plásticas que combinadas entre si produzem uma música peculiar a cada nação índia que a artista percorre com seus pincéis. Na verdade, desvelam com olhar contemporâneo, um mundo antigo e que urge recuperar. porque chave do conhecimento de nosso passado e da interpretação de nossa formação enquanto povo brasileiro..."
 Umberto Cosentino-ABCA/1986/Jornal de PiracicabasSP
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"...A artista Astrid Salles encanta-se com os grafismos dos indígenas brasileiros e há muitos anos estuda a simbologia de cada tribo. Suas mãos foram aos poucos assimilando a influência e amadurecendo seu trabalho. Os grafismos hoje aparecem dissolvidos numa técnica sofisticada, mas permanecem a essência de sua arte. Os materiais naturais incorporados misturam-se às pinceladas, criando texturas e volumes, na bem sucedida tentativa de se aproximar da beleza rústica e complexa dos índios..."
Marina Bessa, jornalista brasileira-Revista Babel nº 6/dez. 2000/ECA/USP/São Paulo
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"Há um som subjacente nas pinturas e objetos de Astrid Salles.O ritmo visual é tão essencial neste trabalho que cria uma tessitura que estrutura e delimita o seu destino. A razão da aproximação da artista com  as formas gráficas da cultura indígena se deve à afinidade com o seu desenho marcante e a capacidade de tornar o signo em símbolo. Os estandartes e objetos-serpentes de Astrid Salles são a expressão marcante desta identificação. Ela constrói com os elementos que existem ao seu redor, com o diálogo da natureza mítica indígena e a alegria das manifestações populares. Astrid Salles não recupera a cultura mítica indígena, ela simplesmente utiliza os mesmos princípios para inventar o ritmo melódico dos seus objetos."
Jacob Klintowitz-ABCA e AICA(curador da exposição) 2013/Espaço Citi/São Paulo