""Desenhar é a integridade da arte. Não há possibilidade de trapacear. Ou é bom ou é ruim."" Salvador Dali
"El Arte es la filosofia que refleja un pensamiento." Antoni Tapies
"Quanto mais olhamos para a mesma coisa, mais distante fica seu significado e mais vazio nos sentiremos" Andy Warholl
"Criar é expressar o que se tem dentro de si. Todo esforço de criação é interior." Matisse
"Se a representação é demasiadamente fiel ao objeto, este pode se parecer rígido. Se se distanciar demais da vida, pode converter-se em uma falsificação. A perfeição, portanto, oscila entre a "semelhança" e a "não semelhança", entre a qualidade de abstrato e o concreto de cheio e vazio." Zeng Fanzhi
"De todas formas de arte, a pintura abstrata é a mais difícil. Sua elaboração requer que se saiba desenhar bem, que você tenha alta sensibilidade para composição e entendimento das cores, bem como que você seja um autêntico poeta. O último requisito é essencial." Vassily Kandinsky
"Cada cor tem seu próprio valor expressivo. Isto explica porque uma cor isolada pode comunicar emoções, sem necessidade de exibir objetos reais." Vassily Kandinsky
"Toda a forma de arte é uma tentativa para racionalizar um conflito de emoções no espírito do artista." Robert Graves
"Mais importante do que a obra de arte propriamente dita é o que ela vai gerar. A arte pode morrer; um quadro desaparecer. O que conta é a semente." Joan Miró
"Faz-se crítica quando não se pode fazer arte, como quem se torna delator quando não se pode ser soldado." Gustave Flaubert
"Toda arte é imitação da natureza." Sêneca
"A arte é longa, a vida é breve." Hipócrates
"A necessidade geral da arte é a necessidade racional que leva o homem a tomar consciência do mundo interior e exterior e a fazer um objeto no qual se reconheça a si próprio." Georg Hegel
"A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das coisas, não copiar sua aparência." Aristóteles
"Deixe que cada um exercite a arte que conhece." Aristóteles
"Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte." Pablo Picasso
"De todas as coisas humanas, a única que tem o fim em si mesma é a arte." Machado de Assis
"Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa." Ariano Suassuna
"A arte é a contemplação; é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que a natureza também tem alma." Auguste Rodin
"A arte, um dos grandes valores da vida, deve ensinar aos homens: humildade, tolerância, sabedoria e magnanimidade." William Maugham
"A Arte existe, porque a vida não Basta!" Ferreira Gullar
"Só a arte permite a realização de tudo o que na realidade a vida recusa ao homem." Johann Goethe
"Se apenas houvesse uma única verdade, não poderiam pintar-se cem telas sobre o mesmo tema." Pablo Picasso
"A arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível." Leonardo da Vinci
"Em arte, procurar não significa nada. O que importa é encontrar." Pablo Picasso
"A arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade." Pablo Picasso
"Que o teu trabalho seja perfeito para que, mesmo depois da tua morte, ele permaneça." Leonardo da Vinci

Arcangelo Ianelli - em memória

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  • Nome: Arcangelo Ianelli - em memória
·         Biografia
Arcangelo Ianelli (São Paulo SP 1922 - idem 2009). Pintor, escultor, ilustrador e desenhista. Inicia-se no desenho como autodidata. Em 1940, estuda perspectiva na Associação Paulista de Belas Artes e, em 1942, recebe orientação em pintura de Colette Pujol. Dois anos depois, freqüenta o ateliê de Waldemar da Costa com Lothar Charoux, Hermelindo Fiaminghi e Maria Leontina. Durante a década de 1950 integra o Grupo Guanabara juntamente com Manabu Mabe, Yoshiya Takaoka, Jorge Mori, Tomoo Handa, Tikashi Fukushima e Wega Nery, entre outros. A partir da década de 1940, produz cenas cotidianas, paisagens urbanas e marinhas, que revelam grande síntese formal e uma gama cromática em tons rebaixados. Por volta dos anos 1960, volta-se ao abstracionismo informal e produz telas que apresentam densidade matérica e cores escuras. No fim dos anos 1960, sua obra é ao mesmo tempo linear e pictórica, onde se destaca o uso de grafismos. Já a partir de 1970, volta-se à abstração geométrica e emprega principalmente retângulos e quadrados, que se apresentam como planos superpostos e interpenetrados. Atua ainda como escultor, desde a metade da década de 1970, quando realiza obras em mármore e em madeira, nas quais retoma questões constantes na obra pictórica. Em 2002, comemora os seus 80 anos com retrospectiva montada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp.
Comentário Crítico
Arcangelo Ianelli começa a desenhar na adolescência. No princípio da década de 1940, tem aulas de arte na Associação Paulista de Belas Artes e inicia curso de pintura com Colette Pujol. Nesse período, faz pinturas e desenhos realistas, estruturados de acordo com as características percebidas na pintura paulistana. Entre o fim da década de 1940 e início da década de 1950, passa a demonstrar interesse por outras propostas estilísticas, aproximando-se progressivamente de soluções alinhadas ao debate sobre a arte construtiva, muito embora se mantenha ligado à figuração.
Nas marinhas, realizadas em 1957, a tendência à simplificação formal se aprofunda. O artista reduz sua paleta de cores e se concentra em formas lineares e bem contornadas. Nesse trabalho, as formas são planas, sem o sombreado tradicional. Os primeiros quadros da década de 1960 são feitos com formas geométricas simples e fechadas. Ianelli usa esse vocabulário para criar paisagens e retratos. Em 1961, a pintura torna-se francamente abstrata. No entanto, as cores ralas e a pincelada suave são trocadas por manchas espessas de tinta e cores escuras. Três anos mais tarde, ganha o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna - SNAM. Passa de 1965 a 1967 na Europa. Nesse período, o artista insere linhas e outros grafismos em sua pintura, as formas vão se tornando mais regulares e contornadas, as manchas são suavizadas.
Em 1973, Ianelli radicaliza o processo de estruturação de suas telas e parte para a abstração geométrica. Divide a tela em formas regulares e busca uma relação rítmica entre elas. As pinturas guardam semelhanças com alguns trabalhos do concretismo. No mesmo ano, inicia séries de pintura, como Transparências e Superposições, em que trabalha com retângulos sobrepostos, com colorido discreto e vibrante. Em 1974, começa a realizar obra tridimensional. Como em suas pinturas, sobrepõe retângulos em planos diferentes de uma superfície contínua.
A partir de 1983, o artista relaciona essas formas geométricas com zonas de cor menos lineares. As manchas passam a escapar do contorno. Em alguns trabalhos, somem as linhas que separam uma cor da outra e as manchas regulares de tinta são sobrepostas às formas retangulares, as passagens de cor se tornam mais tonais. Durante a década de 1980, alterna essas pinturas mais informais a outras em que relaciona as manchas com retângulos.
Em 1995, Ianelli volta à escultura. Realiza volumes brancos enxutos e bem definidos de mármore. Ao mesmo tempo, sua pintura caminha para a simplificação. Em trabalhos feitos entre 1999 e 2000, chamados Vibrações, reduz o número de cores e de manchas na pintura. A aplicação da tinta é suave, como se fosse borrifada na tela. As obras têm semelhanças com o trabalho de artistas norte-americanos, como Mark Rothko e Jules Olitski.
Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa17407/arcangelo-ianelli
 

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