Walter Miranda

• Walter Miranda nasceu em São Paulo em 12.04.54 e exerce a profissão de artista plástico desde 1976.
• É professor de desenho, aquarela, pastel, nanquim, figura humana e pintura no Ateliê Oficina FWM de Artes desde 1.996.
• Eleito presidente da APAP – Associação profissional de Artistas Plásticos de São Paulo – 2013 a 2015.
• Realiza palestras, conferências e workshops em escolas de arte, instituições culturais, faculdades e universidades desde 1983.
• Trabalha como designer gráfico, criando logotipos e embalagens para diversas empresas, fazendo editoração eletrônica, criando folhetos publicitários, etc.
• Realizou 17 exposições individuais e participou de 54 salões de arte (obtendo 16 prêmios).
• Participou de 90 exposições coletivas, tendo sido homenageado 2 vezes por sua atividade profissional.
• Tem obras em coleções de diversos museus, instituições culturais e em coleções corporativas e particulares no Brasil, alguns países da América Latina e Estados Unidos da América.
• Tem aprofundado seus conhecimentos através de estudos próprios e pesquisas em museus da Europa, América Latina e EUA.
• Atua como membro de júri em salões de arte desde 1987.
• Fez a curadoria da exposição do artista Thiago Deluqui – Escritório de Arte Augusta 664 -2004.
• Publicou o artigo “A Durabilidade da Obra de Arte” no jornal de artes Artempo – setembro/97.
• Participou do Congresso Mundial sobre a Condição do Artista – UNESCO – Paris – 1997.
• Foi professor de desenho e pintura na Oficina Paulista de Arte – 1997.
• Foi tesoureiro da APAP – Associação profissional de Artistas Plásticos de São Paulo – 1993/2012
• Foi professor de desenho, aquarela, pastel, nanquim e figura humana no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo – 1986/95.
• Fez a curadoria da exposição “Visões” da artista Leila Luli – Depto. de Cultura – Sto. André -1993.
• Participou do Congresso Continental de Artistas Plásticos “América Unida pela Arte” representando o Brasil – Panamá – 1993.
• Foi membro da CAP – Comissão de Artes Plásticas da Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo – 1988/92.
• Pintou um mural (1,2m x 2,4m) no Museu Regional de Arte Costarriquenha – 1992.
• Pintou um mural (2,5m x 2,5m) para a Faculdade de Artes Plásticas de La Paz – Bolívia – 1991.
• Foi secretário executivo do Comitê Latino Americano para a AIAP – 1991.
• Participou do I Encontro Latino Americano de Artistas Plásticos representando o Brasil – AIAP – La Paz – Bolívia – maio/91.
• Participou do I Encontro Latino Americano de Artistas Plásticos – AIAP representando o Brasil – La Paz – Bolívia – maio/91.
• Publicou o artigo “O Profissionalismo e o Artista Plástico” no jornal D.O. Leitura – 1991.
• Foi presidente do Comitê Regional Brasileiro para a AIAP – Associação Internacional de Artes Plásticas (filiada a UNESCO) – 1989/91.
• Participou do Congresso da AIAP “A Condição do Artista” – Leon – Espanha – junho/89.
• Participou da 12ª Assembléia Geral da AIAP representando o Brasil – Madri – Espanha – 1989.
• Foi Presidente fundador do SINAPESP – Sindicato dos Artistas Plásticos do Estado de São Paulo 1989/1991.
• Publicou o artigo “Criticando a Crítica” no jornal D. O. Leitura da IMESP – 1987.
• Foi presidente da Associação Pré-sindical dos Artistas Plásticos do Estado de São Paulo – 1986/88.
• Lecionou desenho no Ateliê WM de Arte em 1984/85.
• Fez ilustrações como “free lance” para diversas editoras entre 1976/81.

Crítica

O autorretrato de Walter Miranda, criado a partir do Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci, é sintomático de sua postura diante da arte e da vida. Com efeito, o desenho de Leonardo, que acompanha apontamentos seus num diário escrito por volta de 1490, remete a um tratado de arquitetura do romano Marcus Vitruvius Pollio, no qual este descreve as proporções do corpo humano. O famoso desenho do gênio da Alta Renascença apresenta um homem nu em duas posições, com os braços inscritos num círculo e num quadrado. Vitruvius estudou as proporções do corpo humano, chegando a uma série de conclusões, entre elas a de que a distância do topo da cabeça para o fundo do queixo corresponde a um oitavo da altura do homem. O tema despertou o interesse de Leonardo, que personifica os ideais da Renascença, período em que o homem passou a ser o parâmetro do mundo, a medida de todas as coisas, observador e objeto de observação.

Walter Miranda incorpora em sua obra, a seu tempo e a seu modo, estes ideais humanistas, naturalistas e de justiça social. Acompanhamos seu trabalho desde fins dos anos 70, quando o Brasil era governado por um regime militar e ele, em resposta, produzia uma obra de protesto. Desde o início, ele trabalha por séries, como se fizesse um discurso cujo conteúdo não cabe numa única obra. Na sequência, surge a série das “Transposições sociais”, na qual problematiza a sociedade a partir da criança.

Numa pequena coleção sobre a Guerra das Malvinas (1982) e noutra sobre a Copa do Mundo (1983), incorpora elementos não convencionais a suas obras. No ano seguinte, realiza a série “1984 – O Estigma de George Orwell”, sobre a perversão do poder nas sociedades contemporâneas. O próximo lance foi o projeto Beethoven , que ele idealizou, com participação própria e de mais dois artistas, no qual cada um interpretava as nove sinfonias de Beethoven. A mostra, por nós apresentada, foi exibida no Centro Cívico de Santo André (1985), no Museu de Arte Contemporânea de Americana (1987), na Galeria do Centro Cultural de Guarujá (1987) e na Pinacoteca do Estado de S. Paulo (1988). Nesta série, realizada sobre papelão, o artista coloca problemas sociais e questiona sobre o destino do homem na terra.

Na sequência, Walter Miranda, paralelamente a atividades como professor de arte e líder classista, realizou outras séries entre elas “Admirável Mundo Novo”, na qual o social mescla-se com o ecológico; “Projeto Seattle – Exaltação a Gaia”, em que a questão da justiça e da “mãe-terra” (Gaia) é aprofundada, em que triângulos são fracionados para conter subtemas, unidos por espiral logarítmica; “Admirável Nova Idade Média”, que tematiza a qualidade de vida moderna; “Admirável Novo Milênio” , que mescla placas de computador, disquetes e outros materiais a imagens digitais, discutindo o real e o virtual na vida contemporânea. Mais recentemente Miranda volta a se referenciar no chefe indígena Seattle numa série de obras de formato circular ou de projeções de mapas mundi, usando diversos tipos de sucata, denunciado a crescente poluição da terra pelo homem.
Enock Sacramento

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