Aprigio Fonseca

Ricardo Aprigio Fonseca Ferreira nasceu no Recife, Pernambuco, em 1954. Estudou desenho e pintura com Noêmia Victor, Vera Victor e Rubens Sacramento no início dos anos 60. Formou-se em Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1978, e concluiu o Mestrado em Artes Plásticas na ECA-USP, em 2003.
Realizou exposições individuais em Olinda, Recife, São Paulo e Madri, além de inúmeras coletivas em capitais brasileiras, e em Portugal, Espanha, França, Alemanha e Estados Unidos.
Foi premiado no I Salão Nacional de Arte – FUNARTE, em 1978, e em outros Salões nos estados de Pernambuco, Paraíba, Paraná, Pará e Espírito Santo.
Possui obras nos acervos do Museu de Arte de São Paulo-MASP, Fundação Nacional de Arte-FUNARTE, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo-MAC/USP, Museu do Estado de Pernambuco, Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, Museu de Arte de Santa Catarina, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães-MAMAM/Recife, Galeria Vicente do Rego Monteiro da Fundação Joaquim Nabuco-Recife e Espaço Cultural Jorge Amado-Paris.

Texto

Sobre as séries “Do lar” e “Da rua”.
As séries “Do lar” e “Da rua” fazem parte, há anos, dos meus interesses plásticos e vivenciais. Dois “espaços” que me despertam profundamente, tanto em relação ao que me apresentam, quanto ao que me impelem a criar, a transformar.
A rua sempre foi o lugar da troca, do convívio com o outro, com as diferenças. A arquitetura e suas marcas deixadas por anônimos fizeram, já em 1978, ao lado do meu irmão Frederico Fonseca, com que documentássemos inúmeras inscrições talhadas nas calçadas e pátios da cidade de Olinda.
Desde 2008, a rua me motiva a fotografar fragmentos de suas paisagens, de seus personagens, de seus detalhes, num exercício de aprendizado artístico e social.
O lar é o lugar do íntimo. Não é só casa, abrigo, mas recolhimento e reflexão, objetos de uso e áreas sentimentais, memórias da moradia recente e das que ainda espiritualmente habitamos. Através dessas constatações, venho recriando hábitos, mecanismos banais de usos e costumes, agora “vistos” com um olhar transformador, plástico.
 
Aprigio Fonseca. São Paulo, 3 de março de 2013.