Guilherme de Faria

 Guilherme de Faria
 (artista plásticoe escritor nascido em 29/12/1942 em São Paulo, capital)

 Guilherme de Faria começou sua vida profissional como artista a partir de 1962. Em 1963 na Galeria Ambiente foi lançado por Radá Abramo numa coletiva de estreantes tendo seu desenho sido notado e louvado pelo grande crítico José Geraldo Vieira. No ano seguinte (1964) Guilherme faria sua primeira individual de desenhos, na prestigiosa Galeria São Luiz, da grande marchand Anna Maria Fiocca (falecida).  Apesar da pouca idade do artista, essa exposição teve extraordinário sucesso, precocemente consagratório. Desde então o artista realizou dezenas de exposições individuais no Brasil e exterior e participou de centenas de coletivas.

No mercado de arte propriamente, Guilherme foi lançado pelo grande marchand italiano Giuseppe Baccaro que atuava em São Paulo, principalmente com a sua famosa Casa de Leilões.
Em 1970, Baccaro convidou Guilherme para transferir-se para a cidade de Olinda (PE)  onde tinha se instalado e fundado Casa das Crianças de Olinda, fundação beneficente dedicada ao ensino de artes às crianças pobres daquela cidade.
Durante o seu período de Olinda, os desenhos do artista eram vendidos em São Paulo nos leilões de Galeria Collectio, de José Paulo Domingues.
Guilherme votou a São Paulo com uma  exposição individual de seus quadros a óleo, técnica que nunca abandonou, na Galeria Arte Global (da rede Globo de Televisão) a convite dos marchands Raquel Arnaud e Franco Terranova. Durante a exposição fez a sua primeira litografia no Ateliê Ymagos, e se dedicaria a essa técnica intensamente durante vinte anos ininterruptos (até 1995), produzindo cerca de 865 imagens com uma média de 150 exemplares de tiragem cada uma. 
Durante a exposição na Arte Global, Guilherme fez sua primeira litografia, desenhando um touro na pedra, a pincel e touche de água, que alcançou   grande sucesso. Daí por diante o artista desenvolveria uma carreira de litógrafo, a partir de 1974 na Gráfica Ymagos, de Otávio Pereira, gaúcho, “masterprinter”, e Elsio Motta, carioca, empresário, ambos falecidos.

 De 1995 até hoje, Guilherme se dedicaria mais intensamente à pintura a óleo sobre tela, e a partir de 2001 também à literatura, inclusive com uma inusitada produção como cordelista de cunho sertanejo, publicando seus cordéis em folhetos ilustrados por ele em estilo primitivo, estranhamente autêntico, dado que o artista não tem ancestrais nordestinos ou sequer de nenhum sertão. Guilherme declama performaticamente, de maneira dramática, seus cordéis, com um inusitado sotaque sertanejo. 

Além dos cordéis, Guilherme está dedicado à pintura, no que ele chama de sua “fase Alma Welt”, sua modelo e Musa dos últimos anos, poetisa gaúcha de imensa obra publicada em 50 blogs, que se tornou famosa na Internet e que o artista, há quatro anos, revelou no facebook ser um heterônimo seu surgido em 2001, e do qual lançou o livro Contos da Alma, em 2004.

 Em 14 de Julho de 2010 foi montada uma retrospectiva gráfica do artista na Caixa Cultural, denominada Guilherme de Faria - OBRA GRÁFICA

 Essa exposição permaneceu em São Paulo até o dia 17 de Outubro de 2010.